Os “Hobbits” a mistériosa espécie humana que viveu 700.000 anos atrás

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Um “hobbit” é um hominídeo de apenas um metro de altura, conhecido cientificamente por Homo floresiensis. Essa espécie foi descoberta na Ilha de Flores, na Indonésia e supostamente chegou à Indonésia há 700.000 anos.

Novos fósseis da espécie foram encontrados recentemente: seis dentes, um fragmento de maxilar e um pequeno pedaço de crânio, gerando discussões a respeito de sua origem, como:

O Hobbit evoluiu de uma pequena espécie de H.Habilis ou Australopithecus

Caso essa teoria seja verdadeira, os Hobbits viveram em Flores por centenas de milhares de anos. Seu comportamento sofreu poucas alterações ao longo dos anos e possuem uma história evolutiva muito mais profunda do que pensávamos.

Apesar das semelhanças com os hobbits de Liang Bua, eles usavam ferramentas para cortar carcaças de animais, mas não havia sinais de carnificina de animais na Bacia de So’a, o que pode significar que os hobbits de lá viviam principalmente de alimentos de origem vegetal.

É uma espécie de H. Herectus que encolheu – nanismo insular

Um grupo de hominídeos fisicamente maiores – H. erectus – chegou à Ilha de Flores cerca de 1 milhão de anos atrás e acabou encolhendo devido à falta de predadores e recursos escassos, um processo chamado de nanismo insular.

Essa teoria ganhou força após a equipe de Kaifu afirmar que o novo osso maxilar tem a forma caracteristicamente fina e vertical do H. erectus, em oposição à forma mais espessa, ligeiramente curvada, típica do H. habilis.

No entanto isso ainda é uma dúvida entre muitos. Principalmente porque essa teoria implica que a espécie teria tido uma redução dramática de 70 centímetros em apenas 100.000 anos, além de seu cérebro perder metade do volume. Não existe ainda nenhuma evidência fóssil deste processo em ação.

É um humano doente

Alguns cientistas acreditam também que o Hobbit pode ser apenas um membro menor da nossa própria espécie, com o crânio pequeno encontrado sendo o resultado de uma doença.

Comparação com um crânio humano.

Cientistas como Robert Martin do Museu Field, em Chicago, EUA, acredita que os crânios encontrados são insuficientes para afirmar sequer que eles são uma nova espécie. É necessário encontrar novos fósseis na na Bacia de So’a para entender melhor a origem desses ossos.

Fonte: scientificamerican.com

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